Proxmox VE – Criando Máquinas Virtuais

Neste artigo, irei demonstrar os primeiros passos a serem dados após a instalação do Proxmox VE, para a criação das primeiras instâncias de máquinas virtuais. Se você não acompanhou o meu primeiro artigo explicando sobre o que é o Proxmox, as vantagens de se utilizar e como é feita a instalação, você pode acessar o material clicando aqui.

Continuando de onde paramos no nosso primeiro artigo, para seguir os próximos passos assume-se que o Proxmox VE já esteja instalado no seu servidor e encontra-se operante, sendo acessível através do browser de um outro computador que esteja na mesma rede.

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Para acessar o Proxmox pode ser utilizado um browser de sua preferência, para isto, digite endereço ip do servidor onde o Proxmox está instalado e a porta de conexão padrão:

Nota importante: Além de digitar o endereço IP e porta, é necessário inserir o protocolo HTTPS antes do endereço de acesso. 

A URL do nosso exemplo, é: https://192.168.1.121:8006.

O usuário padrão para realizar o primeiro acesso á interface de gerenciamento é: root.

A senha de acesso a página de gerenciamento web foi definida durante o processo de instalação do Proxmox, conforme o passo a passo do nosso primeiro artigo (EDIÇÃO, INSERIR LINK DO PRIMEIRO ARTIGO DO PROXMOX).

Ao realizar o login na interface de gerenciamento, você verá uma tela igual a esta:

Antes de colocarmos a mão na massa, é interessante darmos uma rápida explanação sobre os recursos do menu Datacenter:

Search – aqui são listados todos os itens do proxmox como as máquinas virtuais, containers e storages da instalação. Como o próprio nome sugere, há uma caixa de pesquisa no canto superior direito onde o usuário poderá buscar um destes itens pela descrição do nome. (Exemplo na tela acima).

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Summary – neste menu são apresentadas as informações sobre a instalação do Proxmox e o uso dos recursos de hardware através de um gráfico de consumo, como também o total de máquinas virtuais e contâiners. Nesta tela, o administrador consegue basear-se no total de recursos em uso.

Cluster – o Proxmox VE permite a criação de um cluster de servidores para a redundância do sistema de virtualização. Em outras palavras, permite criar um grupo de servidores físicos para trabalharem em conjunto hospedando toda a estrutura da virtualização. Este menu de gerenciamento, pode ser utilizado para criar um novo cluster, sair do cluster, obter informações do status e fazer várias outras tarefas relacionadas ao cluster. 

Ceph – neste menu é possível realizar a instalação do Ceph no Proxmox. O Ceph é uma plataforma de armazenamento de software de código aberto, implementa o armazenamento de objetos em um único computador distribuído e fornece interfaces 3 em 1 para: armazenamento em nível de objeto, bloco e arquivo. Ele é utilizado para infraestruturas de TI hiper convergentes, com fácil escalabilidade, replicação e tolerância a falhas.

Options – aqui são definidas algumas das configurações do Proxmox, como layout de teclado, proxy, limite de banda e etc.

Storage – este é um dos menus mais importantes do gerenciamento do Proxmox, pois aqui é realizado todo o gerenciamento de volumes para o armazenamento de dados de tudo o que será virtualizado no Proxmox. Neste local, além do disco de instalação do servidor onde foi instalado o Proxmox, é possível adicionar novos dispositivos para o uso como Storage de Armazenamento de máquinas virtuais, imagens ISO e backups das máquinas virtualizadas. Em outras palavras, o Proxmox permite adicionar mais espaço para armazenamento com dispositivos locais instalados no próprio servidor, e até mesmo o armazenamento em outros dispositivos que estão na mesma rede, como storages e outros servidores. Aqui entra um leque de possibilidades muito grande, que envolvem desde a possibilidade de redundância, backup e expansão como até mesmo um cluster de Storages gerenciável.

Backup – neste menu é possível programar uma rotina de backup do disco das máquinas virtualizadas. Este recurso é interessante ser aplicado após realizar a instalação de uma nova máquina virtual e configurar todas as aplicações necessárias, pois ao realizar uma cópia de segurança, caso seja necessário restaurar esta máquina em um novo servidor ou recuperar um desastre, tudo virá instalado e configurado da mesma maneira que o administrador deixou antes do backup. Este recurso gerará uma grande economia de tempo para recuperação do cenário ou migração do servidor de virtualização para outro Hardware se bem aplicado, mas não dispensa o backup diário dos dados das aplicações hospedadas e salvo a parte. 

Replication – neste local é onde gerencia-se a replicação de dados no caso de se utilizar um Cluster do Proxmox. 

Permissions – aqui podem ser adicionados novos usuários para acesso á interface de gerenciamento do Proxmox e definir quais as permissões cada um poderá exercer.

HA – o cluster de alta disponibilidade do Proxmox VE permite a definição de máquinas virtuais de alta disponibilidade. Em palavras simples, neste local é possível programar para que se uma VM falhar, caso ela esteja configurada como HA, a VM será reiniciada automaticamente em um dos nós do cluster do Proxmox VE restantes.

ACME – aqui são gerados os certificados para comunicação dentro do cluster. Cada cluster do Proxmox VE cria por padrão sua própria Autoridade de Certificação (CA) auto assinada e gera um certificado para cada nó que é assinado pela CA mencionada. Estes certificados são utilizados para a comunicação criptografada entre os nós do Cluster.

Firewall – neste menu são definidas as regras de firewall do Proxmox, podendo o administrador adicionar portas e serviços permitidos. Por padrão o firewall vem desabilitado e deve ser ativado manualmente, no sub-menu Options logo abaixo do menu Firewall.

Agora que já tivemos uma pincelada no menu DataCenter do Proxmox, vamos aos primeiros passos para criarmos a primeira máquina virtual.

É preciso obter a imagem de instalação do sistema operacional que irá rodar na máquina virtual que vamos criar. Você deverá baixar no seu computador atual a imagem ISO do sistema operacional que você deseja instalar.

O Proxmox é multi plataforma, ou seja, é possível realizar a hospedagem de vários tipos de sistemas operacionais. Neste exemplo, utilizaremos a ISO do Ubuntu Server 20.04.

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 Para realizarmos o Upload da imagem do Ubuntu Server para o servidor do Proxmox, deve-se selecionar a Storage de armazenamento onde a imagem ficará hospedada. Em nosso exemplo, vamos clicar no menu PVE para que as opções sejam expandidas e em seguida, vamos selecionar a Storage local(pve).

Ao selecionar a Storage, no menu Lateral vamos clicar na opção Content. Em seguida, na barra superior iremos clicar na opção Upload.

Após selecionar a imagem ISO que será utilizada como sistema operacional da nossa VM, a interface apresentará uma barra de progresso sobre o andamento do processo de transferência da imagem para o servidor.

Algumas ferramentas e sistemas operacionais possuem um Template que pode ser baixado diretamente do repositório de imagens do Proxmox, usando o botão Templates desta mesma tela.

Ao baixar um Template, o Proxmox fará a organização das imagens na Storage separadamente marcando pelo tipo de Imagem, se é .ISO ou Container Template.

Após o Upload da nossa imagem de instalação do Ubuntu Server 20.04 ter sido completada para o servidor, vamos ao que interessa!

Para criar uma nova máquina virtual, há dois caminhos:

1 – Clicando no canto superior direito no botão azul “Create VM”.

2 – Clicando com o botão direito sob o nome do servidor PVE no canto superior esquerdo, e acessando a opção “Create VM”.

Neste caso, independente do local utilizado para criar a VM, não afetará o resultado final.

1º ETAPA

Na primeira tela ao clicar sobre a opção Create VM, será definido o nó cujo o qual a VM irá pertencer, o ID da VM que será atribuido automaticamente pelo Proxmox e o campo Name, onde o usuário irá informar um nome para identificação da VM:

Após preenchidos estes campos, vamos clicar em Next.

2º ETAPA

Nesta tela, iremos selecionar a Storage onde está hospedada a mídia de instalação e a própria mídia de instalação, ou seja, a imagem .ISO do Ubuntu Server 20.04 que realizamos o Upload anteriormente. O tipo á ser utilizado para esta instalação deverá ser selecionado como Linux e a versão do Kernel como 5.x – 2.6 Kernel como na imagem a seguir:

Após, clicarmos em Next novamente.

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3º ETAPA

Na aba System, neste exemplo, não iremos alterar os valores e manteremos os valores padrões que virão pré selecionados. Estas configurações dizem respeito a diferentes padrões gráficos e controladores, que podem variar de um ambiente para o outro. Como este é um artigo simples e com foco em deixá-lo acessível para todas as pessoas, não abordaremos conteúdos tão avançados. Mas vamos lá, nesta tela, apenas clicar em Next:

4º ETAPA

Nesta tela HARD DISK é onde selecionaremos qual o dispositivo de armazenamento conectado ao servidor Proxmox que irá hospedar a instalação da nossa VM, ou em outras palavras, em qual disco será salva a instalação do sistema operacional e todos os aplicativos que serão instalados da VM que estamos criando. Além disso, aqui podemos limitar o espaço em disco que esta VM irá utilizar. 

Observação: Por tratar-se de uma distribuição Linux em nosso exemplo, eu limitei o espaço em disco para apenas 10 GB. Em caso de necessidade, é possível realizar a expansão deste armazenamento. O disco utilizado para armazenar os dados desta VM, poderá ser compartilhado com outras VMS do mesmo servidor, e o que limita o espaço de armazenamento de cada máquina virtual, é a capacidade de armazenamento física do disco.

Após preenchidos todos os campos, vamos clicar em Next.

5º ETAPA

Aqui serão definidas as quantidades de Sockets e Cores do processador que serão alocadas para o uso desta VM.

Aqui o limite é definido de acordo com a capacidade física e lógica do processador utilizado para montar o servidor do Proxmox. Em sua versão gratuita, o Proxmox não possui nenhuma limitação de gerenciamento relacionada a quantidade de núcleos de processamento ou GB de memória, ou seja, em um hardware de grande performance ou pequena performance, não muda nada a forma do gerenciamento relacionado á limitação de recursos, como ocorre com alguns sistemas de virtualização proprietários.

Após definirmos as informações desta etapa, vamos clicar em Next.

6º ETAPA

Neste item será definida a quantidade de memória a ser alocada para o uso desta VM em MB. Neste nosso exemplo, vamos deixar apenas com 1024MB esta VM:

Após esta configuração realizada, vamos para a próxima etapa. Vamos clicar em Next.

7º ETAPA

Em Network serão definidas as configurações de conexão de rede da nossa máquina virtual. No nosso exemplo, o nosso servidor de demonstração possui apenas uma interface de rede física conectada. Então, nesta tela, deixaremos os valores padrões:

Em ambientes de grande escala, podem ser utilizadas mais de uma interface de rede em cada servidor. O Proxmox permite utilizar cada uma destas interfaces de rede, podendo selecionar a interface desejada no momento da criação da máquina virtual. Isto, geralmente é utilizado quando pretende-se dividir o tráfego de cada VM ou então, quando as VMS irão trabalhar em redes separadas.

Nesta tela, levando em conta que deixamos os valores padrões, vamos clicar em Next mais uma vez.

8º ETAPA

Nesta tela de confirmação será apresentado um resumo das configurações escolhidas anteriormente para revisão antes da criação da VM. Após checar que tudo está correto, vamos clicar em Finish.

Dica: Marcar a caixa “Start after created”, fará com que após a alocação de recursos e criação da VM, a mesma já seja executada automaticamente. Se esta opção não for marcada antes da conclusão desta etapa, será preciso iniciar a VM manualmente  no menu clicando com o botão direito do mouse e indo até a opção “Start”.

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Após serem finalizadas todas estas etapas, perceberemos que a máquina virtual que acabamos de criar aparecerá listada logo abaixo do nome do nosso nó:

Ao clicarmos sobre a VM recém criada, automaticamente abrirá um grande menu de opções logo a direita que permite a manipulação dos recursos. Este menu possui algumas das funcionalidades semelhantes ao menu DataCenter que vimos no início deste artigo.

Essencialmente, vamos ver sobre o menu Console, que é onde iremos enxergar a tela da máquina virtual e ver o que está acontecendo no momento:

Como estamos criando uma nova máquina virtual totalmente do zero, no menu Console conseguiremos dar andamento na instalação do Sistema Operacional, assim como faríamos em um computador físico. Basta seguir todas as etapas de instalação e ao final, teremos uma máquina virtual pronta para o uso.

O objetivo deste artigo não é ensinar como se instala o Ubuntu Server, por isso irei pular as etapas de instalação do sistema operacional para não deixar o conteúdo muito extenso (mais do que ja é).

Em resumo, todo o momento que deseja-se saber o que está acontecendo na tela da máquina virtual, através do menu Console podemos realizar esta interação. Caso necessário um acesso físico ao servidor, o Console de cada VM exibirá a tela de cada uma delas como fosse o Monitor de um computador Desktop.

Ainda no menu de opções da VM, no item Hardware estão listadas as configurações da máquina virtual. Aqui é possível aumentar ou diminuir a quantidade de núcleos do processador do host hospedeiro para a VM, aumentar o diminuir a quantidade de memória RAM, editar as configurações da BIOS, da exibição do display e entre outros.

Ainda neste menu é possível redimensionar o disco, podendo aumentar a capacidade do espaço alocado no HD do host hospedeiro para a máquina virtual e adicionar novos recursos para serem utilizados pela máquina virtual:

No menu Options encontram-se outras configurações da máquina virtual, como nome, possibilidade de Start automático no boot do host hospedeiro, ativar a virtualização de hardware, alterar a ordem de boot e entre outros recursos:

Em Task History, como o próprio nome sugere, encontra-se um histórico de todas as tarefas que foram executadas através do Console do Proxmox para esta máquina virtual. Aqui são exibidas as tarefas executadas com êxito e as que não foram executadas, por algum bug ou erro durante o processo de execução. Nesta tela podem serem obtidos os detalhes de cada tarefa executada na máquina virtual.

No menu Backup, é o local onde pode ser realizado manualmente o backup da máquina virtual para futuras recuperações de desastres ou migração entre servidores. 

Aqui entra um ponto muito importante que geralmente as pessoas confundem… Realizar um backup da VM, é fazer um Clone do atual estado de funcionamento dela com o sistema operacional e todos os programas instalados. É uma boa prática realizar este tipo de backup a cada vez em que é feita a alteração ou instalação de novos recursos na máquina virtual. Isto porque, ao ter este arquivo salvo em outro host é possível restaurar a máquina virtual em um novo servidor do Proxmox muito rapidamente, nos casos de recuperação de desastre.

Para o backup diário dos dados hospedados na máquina virtual, esta não é uma prática tão vantajosa. Ao realizar o backup da VM através da interface do gerenciamento do Proxmox, é como se uma fotografia fosse tirada da máquina em seu atual estado e salva em um arquivo. Neste processo, conforme o tamanho do disco da VM e as aplicações nela instaladas, podem-se levar horas até que o backup esteja pronto devido ao tamanho e quantidade de arquivos. Outro fator que influencia diretamente, é o modo de backup escolhido e a garantia que os serviços não estejam em uso durante a execução da rotina de backup, o que pode gerar um backup com dados não íntegros ou corrompidos.

Para as aplicações, recomenda-se a criação de uma rotina de backup a parte e em específico e salvá-la em outro servidor ou host remoto.

Para concluir a explicação deste assunto do item backup, vamos imaginar:

-> Hoje nós criamos uma nova máquina virtual com o Ubuntu Server e instalamos o Samba File Server (que é um sistema de compartilhamento de arquivos open source) na máquina virtual.

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-> Ao realizar um backup da máquina virtual pela interface do Proxmox, o sistema irá criar um arquivo de imagem da VM contendo todas as informações do disco, ou seja, a instalação do sistema operacional e todos os arquivos que estiverem dentro dele. Após a realização deste backup, recomenda-se salvá-lo em um local externo, redundante e seguro.

-> Dentro do Samba, os usuários inserem diariamente uma grande quantidade de arquivos para arquivamento ou compartilhamento.

-> O backup dos arquivos que os usuários inserem no Samba (que denominei escrito anteriormente como backup da aplicação), é algo que deve ser programado dentro da máquina virtual, através do sistema operacional da VM para ser feito e salvo em um local apropriado e diariamente. Por medidas de segurança, os backups devem ser salvos em um local seguro, protegido, redundante e acessível para quando forem necessários. Atualmente eu utilizo o AWS S3 para esta finalidade na empresa em que trabalho, mas existem diversas outras opções….

-> Supondo que amanhã eu chegasse na empresa e a empresa estivesse sido assaltada, alagada ou vítima de um incêndio ou qualquer catástrofe do tipo que o servidor foi completamente perdido, qual seria meu plano de recuperação tratando-se do proxmox?

A grosso modo para o meu cenário, mas de uma forma simples de explicar, meu plano de recuperação se resumiria em:

1 – Comprar um hardware novo (não se limitando a nenhum modelo ou marca específica, o que é uma grande vantagem do Proxmox). 

2 – Instalar o Proxmox server.

3 – Buscar o backup da imagem do disco das máquinas virtuais em um host externo e restaurá-lo no servidor novo. (Nesta etapa, me pouparia de criar a máquina virtual do zero, instalar o Samba e configurar tudo manualmente a aplicação.) Neste ponto entra a importância do backup feito pela tela de gerenciamento de VM do Proxmox.

4 – Após restaurar a máquina virtual que é o servidor de compartilhamento de arquivos, basta eu buscar o backup dos arquivos do host externo e restaurar para o servidor de compartilhamento (VM), que minha infraestrutura voltará a funcionar, já configurada como estava antes.

Este caso de estudo ficou um tanto quanto extenso e um pouco fora do contexto deste artigo, mas a idéia é fazer com que as pessoas que não conhecem a ferramenta, ter o conhecimento da facilidade que ela pode oferecer para planejarem-se para uma inesperada recuperação de desastres, caso seja necessária. Se fossemos falar das boas práticas e dos métodos de backup, teríamos assunto para um novo artigo, então mesmo não parecendo, tentei resumir uma ideologia ao máximo.

Outro recurso que podemos encontrar no menu de ferramentas, é o item Snapshots. Vamos entender que os Snapshots são “pontos de restauração” que podem serem criados antes de se realizar uma mudança na instalação da máquina virtual, para que se algo não aconteça da maneira esperada ou ocorra algum problema, se possa voltar ao ponto anterior de maneira rápida e segura.

Neste exemplo, eu criei um SnapShot da VM antes de instalar o software Samba. Se algum problema ocorresse após a instalação do aplicativo e a máquina apresentasse algo anormal no funcionamento, seria possível selecionar o SnapShot criado e dar um RollBack, voltando ao estado original antes da instalação da ferramenta.

Em Firewall e Permissões, a mesma explicação dada no início deste documento para os itens do Menu Datacenter se aplicam meramente iguais. 

Existem algumas outras abordagens sobre o Proxmox que eu gostaria de escrever e explicar a diferença ou semelhança entre elas, mas que deixaria este material muito extenso. Irei elaborar um novo artigo para dar continuidade ao assunto Proxmox e procurando esclarecer as principais dúvidas que recebo, no estilo FAQ de perguntas e respostas. Também há outros assuntos mais técnicos e avançados, como a criação de Cluster, migração de VMS entre os nós do Cluster, migração de servidores, recuperação de desastres com o Proxmox e outros assuntos.

Bom pessoal, por hoje é só e espero que vocês tenham gostado do conteúdo e possam desfrutar dele para o seu aprendizado.

Este artigo foi escrito por mim João Paulo Scopel e publicado exclusivamente para o site Dicas de Infra. Sua distribuição é autorizada e gratuita, desde que mantidos os devidos créditos ao criador e ao site dicasdeinfra.com.br

Atuo como Consultor de Soluções Open Source, caso precisem de algum trabalho, mentoria ou consultoria, através dos canais de contato do Blog ou minhas Redes Sociais estarei á disposição.

Créditos e Referências:

DuckDuckGo!

https://pve.proxmox.com/

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João Paulo Scopel
João Paulo Scopel é graduado em Sistemas de Informação e profissional de Tecnologia da Informação há 10 anos. Atua como Analista de Tecnologia e Infraestrutura com ênfase em soluções Linux, é Consultor de Soluções Open-Source para empresas e é Colunista do Dicas de Infra.
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