Nuvem, o futuro da computação chegou!

Todo mundo fala sobre a nuvem hoje. Mas o que isso significa exatamente? Existe uma definição clara e simples criada pelo National Institute of Standards and Technology dos EUA, mas ela não é específica dos Estados Unidos. Computação em nuvem é uma maneira de usar a TI com estas cinco características igualmente importantes.

1) Ter os recursos sob demanda e com autoatendimento. Basta usar uma interface simples para conseguir o processamento, o armazenamento e a rede de que precisa, sem a necessidade de intervenção humana.

2) Poder acessar esses recursos on-line de qualquer lugar.

3) O provedor tem um grande pool desses serviços e os aloca para os clientes. Assim, o provedor economiza em escala comprando em massa e transfere essa economia para os clientes. Os clientes não precisam saber ou se preocupar com a localização física exata desses recursos.

4) Os recursos são flexíveis. É possível conseguir mais recursos rapidamente, se preciso e se precisar de menos, é possível reduzir a escala.

Finalmente, o cliente paga apenas pelo que usar ou reservar. Se ele parar de usar, o pagamento é interrompido.

Essa é a definição da nuvem.

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Por que esse modelo é tão atraente hoje?

Para entender melhor, precisamos ver a história. A primeira tendência que nos aproximou da computação em nuvem foi o “colocation”, que as lojas de TI usam há décadas. Em vez de construir data-centers caros, elas podem alugar o espaço em instalações compartilhadas. Isso libera capital para um uso mais flexível.

Na primeira década dos anos 2000, a exigência por maior eficiência levou os departamentos de TI à virtualização. Os componentes de um data center virtual correspondem aos de um físico: servidores, discos etc. Mas os dispositivos virtuais podem ser gerenciados separadamente do hardware.

A virtualização permite usar recursos com mais eficiência e, como no colocation, permite maior flexibilidade. Com a virtualização, você ainda precisa comprar locais e manter a infraestrutura, preocupando-se com itens como estabilidade de energia elétrica, suprimento de baterias para falta de energia, climatização adequada, controle de acesso físico e redundância de equipamentos.

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Ainda é preciso adivinhar o hardware necessário para configurar tudo e manter os serviços em operação. Há cerca de 10 anos, empresas gigantes do ramo de tecnologia e data-center perceberam que não era possível agilizar as operações com o modelo de virtualização.

Com isso, iniciou-se um processo de migração para uma arquitetura baseada em contêiner em uma nuvem automatizada e elástica, criada a partir de serviços automatizados.

Atualmente, em empresas como o Google e AWS os serviços preveem e configuram automaticamente a infraestrutura usada para executar os aplicativos conhecidos, utilizando o modo de alocação de recursos sob demanda.

Estas empresas investiram bilhões de dólares para criar essa plataforma e torná-la flexível e eficiente.

A nuvem é um ótimo lar para seus aplicativos e seus dados, porque ela livra você de diversas tarefas. Além disso, ela oferece acesso por um valor razoável à mesma infraestrutura de nível global, como é o caso da AWS e Google Cloud.

Acredita-se que no futuro, que cada empresa, independentemente do seu tamanho, se diferenciará dos concorrentes principalmente por tecnologias de software e a flexibilidade com que elas são disponibilizadas.

A nuvem é dividida por ferramentas, de um lado que oferecem infraestrutura como um serviço, ou seja, proporcionam dados brutos como computação, armazenamento e rede organizados de modo semelhante a data-centers físicos locais.

De outro lado, a plataforma como um serviço onde o cliente pode vincular o código do aplicativo á bibliotecas que oferecem á infraestrutura necessária, sem precisar preocupar-se com os recursos necessários para executar o projeto, os mesmos sendo alocados dinamicamente pela própria nuvem conforme a necessidade para execução do aplicativo.

Usar a plataforma como um serviço dinamicamente alocado conforme a necessidade é uma vantagem para o cliente ou desenvolvedor, pois apenas serão cobrados os recursos que forem utilizados para execução do projeto, sem nenhum custo fixo.

A grande maioria dos provedores de serviços em nuvem oferecem formas alternativas de contratação de serviços, destacando-se as principais como:

  • Alocação de recursos reservados (Dedicated Hosts): Onde o cliente faz a reserva de um espaço dedicado no data-center e seleciona a configuração e recursos que irá utilizar para executar sua infraestrutura por um período de tempo, e pagará um valor fixo até o final do contrato com os mesmos recursos.
  • Recursos Alocados dinamicamente sob demanda: Neste modo, o cliente ou desenvolvedor realiza a configuração do seu projeto na nuvem e a auto-escala cuida dos recursos para que a aplicação funcione conforme a demanda de processamento, podendo expandir ou diminuir os recursos automaticamente, fazendo com que se torne uma opção mais econômica. Neste modo não há um contrato, o cliente pode cancelar a qualquer momento ou modificar suas configurações sem nenhuma intervenção humana.

O custo para criar uma infraestrutura de data-center física considerando a redundância de todos os componentes que irão fazer parte desta infraestrutura e alta disponibilidade de serviços, na maioria das vezes será bastante alto.

Há algum tempo atrás, ouvia-se dizer que a nuvem seria a tecnologia do futuro. “Perai”, nós já estamos no futuro!

A cada dia que se passa, a transformação de tudo ao nosso redor acontece de uma maneira acelerada para o mundo digital. Para empresas ou empreendedores que estão iniciando, a nuvem é uma excelente opção para a criação dos projetos. Isso, porque:

  • Infraestrutura: Não é necessário a montagem de data-center físico, podendo investir o dinheiro em outra área do seu próprio negócio.
  • É mais barato! Um projeto bem dimensionado e com um bom planejamento, pode ser executado em instâncias de nuvem muito pequenas e aproveitando o máximo dos recursos.
  • É auto escalável! A qualquer momento conforme surgir a necessidade de ampliação ou redução dos recursos alocados, isto pode ser feito em poucos minutos. Também é possível deixar a auto-escala em forma automática e não preocupar-se com isto.
  • É seguro! – Os data-centers possuem ambientes físicos controlados, redundância de redes e rotas, nobreaks e regiões geográficas garantindo a alta disponibilidade.
  • Alta disponibilidade e flexibilidade: A expansão para outras regiões do mundo pode ser feita com poucos cliques no Console de Gerenciamento, promovendo disponibilidade global se necessária com baixa latência.
  • Alto poder de processamento: Os dados podem serem processados utilizando recursos de computação de grande escala, permitindo uma análise ou depuração de quantidades de dados muito grande, como petabytes.

Há outras vantagens que não foram citadas neste artigo, mas que podem serem estudadas lendo a documentação de cada provedor, como a AWS e Google Cloud. As empresas que desejam iniciarem os trabalhos na nuvem, também podem contar com a contratação de profissionais técnicos especializados ou com o trabalho de Consultoria.

Há soluções open-source que podem trazer inúmeros benefícios para o ambiente corporativo, que podem ser executadas diretamente na nuvem e só geram despesas relacionadas aos serviços de infraestrutura, não sendo necessário o investimento com licenças de software.

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Por hoje é só pessoal, com este artigo espero ter conseguido de uma maneira simplificada explicar á vocês sobre o uso da computação em nuvem e algumas das principais vantagens.

Este artigo foi produzido exclusivamente para o site dicasdeinfra.com.br por mim, João Paulo Scopel. Sua reprodução está autorizada desde que mantidos os direitos autorais ao criador e ao site dicasdeinfra.com.br.

Até a próxima!

Referências: Google Cloud Plataform e Amazon Web Services

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João Paulo Scopel
João Paulo Scopel é graduado em Sistemas de Informação e profissional de Tecnologia da Informação há 10 anos. Atua como Analista de Tecnologia e Infraestrutura com ênfase em soluções Linux, é Consultor de Soluções Open-Source para empresas e é Colunista do Dicas de Infra.
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