Como o RAID 10 pode auxiliar na Segurança dos Dados

Tem se tornado cada vez mais comum a utilização de servidores RAID fora de ambientes corporativos. Isso porque, apesar de existirem configurações de servidores mais complexas no mercado e que atendem, principalmente, as grandes corporações, o RAID 1 e RAID 10, por exemplo, trazem muitos benefícios aos usuários home e o principal deles é o espelhamento das informações

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A utilização de servidores em ambientes domésticos se dá principalmente quando o volume de dados a ser armazenado ultrapassa a capacidade de um computador regular ou quando há a necessidade de os dados serem acessados por mais pessoas.

A seguir, iremos apresentar as configurações de servidor RAID mais utilizadas pelos usuários home e que possuem o espelhamento de informações. Ou seja, servidores que são utilizados como uma fonte de redundância – backup.

O que é e como funciona o RAID 1 (mirroring)

O RAID 1 é utilizado quando há pouco volume de informação, já que sua configuração permite o uso de apenas dois HDs, por isso, é comum para armazenamento de dados pessoais ou mesmo dados de empresas de pequeno porte. Outra vantagem é que este servidor é facilmente configurado, podendo ser feito a partir do próprio Windows. 

Entretanto, a principal falha dos usuários que optam pelo uso de RAID 1 é a falta de checagem do espelhamento. Ou seja, o sistema é configurado e depois esquecido, sendo lembrado apenas quando ocorre algum problema que sucede na perda de dados. 

O aconselhado é que essa checagem seja feita semanalmente, já que existe a possibilidade de falha na alocação do Windows e o espelhamento ser quebrado. Com isso, a redundância esperada não acontece, já que as informações não estão sendo transferidas para o segundo HD. Sendo assim, o usuário que pretendia ter duas fontes de recuperação de dados, agora está à mercê de apenas uma. 

Veja abaixo como funciona o esquema de escrita nos 2 HDs configurados em RAID 1 (espelhamento simples): 

Perceba que o “drive 1” tem os dados escritos por faixa (blocos) e, geralmente, possuem tamanho de 128 setores (64 bytes). Sendo assim, os dados são espalhados pelo HD seguindo a tabela de partição oferecida pelo sistema operacional, um esquema muito bem montado que, no caso do Windows, é chamado de MFT (Master File Table). Essa tabela é responsável pelo local e por todos os atributos dos seus dados, sendo que tudo que é escrito no “drive 1” também é escrito no “drive 2” de forma simultânea. 

O que é e como funciona o RAID 10

Essa configuração é uma das mais usadas atualmente devido a sua velocidade e segurança. A velocidade é proveniente da camada do RAID 0 e a segurança da camada do RAID 1 (espelho). Aqui, são necessários, pelo menos, 4 HDs.

Essa configuração é feita através de hardware, no caso, o que chamamos de CONTROLADORA RAID e seu gerenciamento é feito através do gerenciador da controladora, sendo este software gerenciador fornecido pelo próprio fabricante. 

A configuração do RAID 10 acontece por camadas, sendo criado primeiro o volume em RAID 1 (2 conjuntos) e, posteriormente, na segunda camada, esses 2 volumes RAID 1 (espelho) são unidos pelo RAID 0 (striping), veja na imagem abaixo como é isso na prática:

Observe que o “drive 1” e o “drive 2” são espelhos, assim como o “drive 3” e “drive 4” são dos anteriores. Na prática, o “drive 1” e o “drive 3”, acompanhados pelos “drive 2” e “drive 4”, formam o RAID 0 nos 2 volumes. Isso oferece uma alta velocidade, já conhecida no ambiente de RAID 0, e com a segurança de redundância do RAID 1 (espelho). 

Existem outras configurações de RAID com espelhamento, como RAID 51 e RAID 61. Estes, são bem raros, já que na maioria das situações o RAID 10 atende a demanda de forma satisfatória. Sua lógica de funcionamento é bem parecida com o RAID 10, salvo as devidas proporções do RAID 5, no caso do RAID 51, e do RAID 6, no caso do RAID 61.

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Felipe Santos
Felipe Santos é Arquiteto de Cloud e Segurança, com vivência em Administração de Ambientes Windows Server, Cluster, Storages, Backups Veeam e Office 365.
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