Ataque de força bruta: o que é, como funciona e como evitar?

Muito se fala sobre a importância de se criar senhas fortes, atualizando-as quando necessário – e não por acaso. A medida, que é uma das boas práticas em segurança da informação, é uma das principais formas de proteção contra um cibercrime comum: o ataque de força bruta (brute force attack)

A seguir, saiba mais sobre esse ataque hacker e tire suas dúvidas sobre o funcionamento, os mecanismos e como evitar ser alvo dos criminosos! 

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Ataque de força bruta (brute force attack): o que é? 

Imagine que você está tentando invadir uma casa e está diante da porta trancada, com um imenso molho de chaves nas mãos. Via tentativa e erro, você testa as milhares de chaves na fechadura, insistindo na tarefa até conseguir o acesso. 

Pois bem: essa é uma boa metáfora para explicar o popular ataque de força bruta, que consisteem testar diversas combinações e possibilidades de senhas/nomes de usuário para invadir a conta ou sistema da vítima

Vale notar que, apesar de antiga, essa é uma técnica eficiente e ainda muito popular entre os hackers. A depender do sistema que é alvo do ataque, os criminosos podem lavar desde poucos segundos até vários anos para identificar os dados de acesso. 

Atualmente, como é de se imaginar, os ataques de força bruta podem contar com ferramentas e mecanismos sofisticados para facilitar o processo de “testagem” das credenciais. 

Principais tipos de ataque de força bruta 

Ataque de dicionário 

Esse é o ataque de força mais bruta mais básico. Aqui, os criminosos usam um dicionário de possíveis frases, termos e combinações, testando todas as variações até conquistar o acesso

Em geral, esse método inicia fazendo suposições simples sobre as senhas, buscando identificar a combinação certa na lista do dicionário. Vale mencionar que é uma tática considerada desatualizada, já que existem caminhos mais sofisticados e eficazes. 

Ataque de força bruta reversa 

Nesse método, os hackers se utilizam de informações do usuário que já foram vazadas ao longo do tempo, analisando bancos de dados de e-mails e senhas. 

A partir daí, são testadas diferentes combinações de logins e senhas em variados serviços online – o trabalho continua até que seja encontrada a combinação exata que possibilita o acesso. 

Ataque de força bruta híbrido 

Essa abordagem começa partindo de informações exteriores de bancos de dados prévios, avaliando qual variação de login e senha é provavelmente a mais bem-sucedida. 

Em seguida, os criminosos prosseguem o trabalho através de tentativas simples, testando as múltiplas combinações até encontrar a correta. 

Credential stuffing 

Essa metodologia se aproveita de um erro super comum entre os usuários: usar a mesma senha em contas e plataformas diferentes

Nesse sentido, os hackers testam as combinações de logins e senhas (em geral repetidos) que conseguiram detectar através de alguma brecha de segurança

Como funciona: entenda os mecanismos do cibercrime 

Hoje em dia, ainda há cibercriminosos que performam ataques de força bruta de forma manual, no método mais básico e ultrapassado do malware. A grande maioria deles, no entanto, aposta em bots ou programas de computador para colocar o golpe em prática

Como conferimos acima, os hackers geralmente atuam a partir de listas de credenciais de acesso comuns ou mesmo dados reais de usuários (que são identificados por meio de falhas de segurança ou via dark web). 

Dessa forma, os bots passam a “atacar” sistematicamente os websites e sistemas mirados, testando as possíveis combinações de credenciais e notificando os cibercriminosos quando finalmente ganham o acesso desejado. 

É interessante acrescentar, ainda, que alguns hackers fazem uso de scripts e aplicações como ferramentas nos ataques de força bruta. Esses recursos testam variadas possibilidades de senhas para burlar os processos de autenticação e invadir ambientes. 

Em outras situações, os hackers podem tentar acessar as aplicações web ao rastrear a sessão de ID certa. Vale ressaltar que as motivações por trás desses crimes cibernéticos podem envolver a perturbação intencional de serviços, o roubo de informações e mesmo a infecção de sites com malwares. 

Como se prevenir contra um ataque de força bruta? 

A essa altura, é interessante apontar um aspecto traiçoeiro a respeito do ataque de força bruta: embora se utilize de técnicas básicas e simples, a ameaça tem uma taxa alta de sucesso. 

Nesse contexto, é essencial ter em mente que prevenir (ou seja, ter uma postura proativa diante do problema) é sempre melhor do que remediar. Evitar que esses ataques aconteçam, inclusive, é muito mais simples e eficaz do que lidar com as consequências e identificar a fonte da ameaça hacker. 

A boa notícia é que é possível lançar mão de ações eficientes para prevenir um ataque de força bruta. Tome nota: 

Complexidade e comprimento de senhas 

Como não poderia deixar de ser, apostar na criação de senhas realmente fortes, difíceis de burlar, é uma primeira medida essencial para prevenir esse tipo de ataque cibernético

Uma senha forte deve ter pelo menos 8 caracteres, preferencialmente incluindo números, letras maiúsculas e minúsculas e caracteres especiais

Além disso, fuja do óbvio: não use nomes de parentes, endereços, datas de aniversário e outro tipo de informação pessoal que possa ser facilmente encontrada na internet. 

Por fim, fique atento a três cuidados fundamentais: tenha uma senha exclusiva para cada conta, altere suas senhas frequentemente e não compartilhe suas credenciais em canais de segurança duvidosa. 

Autenticação de dois fatores 

Fortalecendo a proteção ao acesso, a autenticação de dois fatores (2FA) amplia a segurança ao acrescentar uma segunda camada de proteção a cada tentativa de login. 

De fato, as chances de sucesso de um ataque de força bruta quando há 2FA são bastante baixas. 

Limitação das tentativas de login 

Os ataques de força bruta são baseados em múltiplas tentativas de combinações de login – nesse sentido, implementar o recurso que limita essas tentativas é uma maneira eficiente de impedir a execução do ataque. 

Com a ferramenta, o usuário é bloqueado após inserir as credenciais erradas algumas vezes, anulando uma possível ameaça em andamento. 

Implementação do captcha 

O chamado captcha é um recurso bastante comum que verifica se o usuário é mesmo um ser humano, podendo também interromper eventuais ataques.

E então, gostou do conteúdo? Esperamos que você tenha tirado suas dúvidas sobre o comum ataque de força bruta.

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Felipe Santos
Felipe Santos é Arquiteto de Cloud e Segurança, com vivência em Administração de Ambientes Windows Server, Cluster, Storages, Backups Veeam e Office 365.
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